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PF aponta quatro hipóteses para acidente de Eduardo Campos


Postado em 7 de agosto de 2018 - 8:34h

A Polícia Federal (PF) apontou quatro hipóteses como possíveis causas do acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e mais seis pessoas em 13 de agosto de 2014, na cidade paulista de Santos. Segundo a PF, nenhuma das hipóteses pode ser considerada como conclusiva e a hipótese de sabotagem está descartada. O inquérito indica as seguintes possibilidades para o acidente: colisão com algum objeto ou animal, uma desorientação espacial do piloto (que indicaria falha humana) e duas falhas mecânicas (no compensador e no profundor, peças que ficam na cauda do avião). O resultado da investigação será agora enviado ao Ministério Público.

O filho do ex-governador, João Campos, afirmou que o próximo passo é evitar outros acidentes. “Com muita serenidade, agora é entender o que pode ser feito para evitar que outros acidentes aconteçam e outras famílias precisem passar pelo que nós passamos”, declarou.

As conclusões do inquérito que apura as circunstâncias da queda do avião a cargo da corporação foram apresentados nesta segunda-feira (6) durante reunião a portas fechadas com os familiares das vítimas. O laudo adiciona mais possibilidades ao parecer do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apontou erro humano como causa da queda da aeronave.

Em abril deste ano, o irmão do ex-governador, o advogado Antônio Campos, foi à PF e à Justiça Federal em Santos pedir investigação sobre a possibilidade de ter ocorrido sabotagem na aeronave utilizada pelo socialista na campanha de 2014. O relatório do Cenipa havia sido divulgado em 2016.

Para o Cenipa, quatro fatores contribuíram para a queda do avião: a atitude da aeronave, as condições meteorológicas adversas, a desorientação espacial e a indisciplina de voo, apontando indícios de falha humana no acidente. Segundo o relatório do órgão, outros pontos também podem ter influenciado no acidente, como uma eventual fadiga da tripulação ou falta de conhecimento específico dos pilotos. A conclusão do Cenipa, entretanto, não aponta nenhum culpado pelo acidente.

Fonte: OP9