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Substância psicoativa da maconha é detectada em 63% das amostras de leite materno mesmo após 6 dias do uso


Postado em 27 de agosto de 2018 - 7:38h

Um estudo publicado na revista “Pediatrics” nesta segunda-feira (27) detectou o THC, principal componente psicoativo na maconha, em 63% das amostras de leite materno até seis dias após o uso por mulheres. A pesquisa foi financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (em inglês, NIH) e pela Gerber Foundation.

Nos Estados Unidos, a maconha é ilegal de acordo com a legislação federal, mas alguns estados e o distrito de Columbia permitem o uso medicinal e/ou recreacional. De acordo com pesquisa do Yahoo News em parceria com a Faculdade Marista em Poughkeepsie, em Nova York, 20% dos adultos usam a droga sem regularidade, e 14% usam com frequência.

De acordo com o estudo desta segunda-feira, o uso da maconha foi documentado em mulheres grávidas e mães que amamentam. A Academia Americana de Pediatria, no entanto, não recomenda que as mulheres usem a maconha em nenhum das duas situações.

Esta pesquisa levou em conta esse cenário no país e buscou, segundo os autores, trazer mais dados para aprofundar as preocupação com a saúde e o desenvolvimento de bebês que são alimentados com leite materno de mães usuárias.

Cinquenta mulheres que usaram a maconha diariamente, semanalmente ou esporadicamente – sendo a inalação o principal método de consumo – foram examinadas pelos cientistas. Foram coletadas 54 amostras de leite, sendo que em 63% delas havia o THC, principal componente psicoativo na droga, até seis dias após o uso da planta.

“Os pediatras são frequentemente colocados em uma situação desafiadora quando uma mãe que amamenta pergunta sobre a segurança de usar a maconha. Não temos dados publicados que sejam fortes para aconselhar contra o consumo” disse Christina Chambers, principal autora do estudo e professora da Universidade da Califórnia, em San Diego.

Os canabinóides – compostos ativos da maconha, como o THC – têm uma preferência por fazer ligações com moléculas de gordura, abundantes no leite materno. Esse é um dos fatos que levantou a preocupação com o uso durante a amamentação.

Fonte: G1