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Temer decreta uso das forças armadas em Roraima


Postado em 29 de agosto de 2018 - 7:54h

Após o pronunciamento de Temer, o ministro da Defesa, general Silva e Luna, afirmou que “não houve solicitação” da governadora Suely Campos para que as Forças Armadas fossem atuar no estado. Para que as tropas fossem para o estado, por iniciativa local, a governadora teria de fazer um reconhecimento, por escrito, que as forças de segurança do estado não estavam conseguindo cumprir o seu papel.

Etchegoyen foi mais duro e salientou que as tentativas de entendimento com a governadora de Roraima para decretação de GLO no estado foram ignoradas por ela. “A reação (da governadora) até agora tem sido o silêncio e o não reconhecimento de que precisa de ajuda na de segurança pública”, declarou. Ele salientou que o Planalto “não cogitou” fazer intervenção federal no estado, como acontece no Rio de Janeiro. Segundo o ministro, a missão de GLO em Roraima inclui que as tropas federais ajam com poder de polícia.

Candidata à reeleição, Suely Campos não quis se desgastar junto à população. O problema é que, para o governo federal, Suely Campos estava fazendo “corpo mole” no patrulhamento da cidade não só de Boa Vista, mas de Pacaraima. Por exemplo, mesmo com pedido de reforço de tropa das polícias locais para Pacaraima, a governadora não mandou seu pessoal e deixou a situação nas mãos da Força Nacional ,que estava na cidade na fronteira com a Venezuela.

Quando estourou o confronto com a população de Pacaraima contra os venezuelanos, mais uma vez o estado não mandou pessoal para proteger os acampamentos dos estrangeiros, obrigando o Exército a dar esta proteção informalmente, uma vez que havia risco iminente de invasão por roraimenses.

Por enquanto, só o Exército irá atuar na região, segundo informou o Ministro da Defesa. Não haverá deslocamento de tropas de uma cidade para outra. A Brigada de Selva, localizada em Boa Vista, possui mais de três mil homens em suas fileiras e eles já estão empenhados neste trabalho. Anteriormente, o próprio Exército já havia transferido mais de 600 homens para a fronteira, temendo algum tipo de confronto. Com a GLO, eles terão poder de polícia.

Fonte: OP9