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João de Deus disse que atendimentos eram coletivos em depoimento


Postado em 17 de dezembro de 2018 - 9:29h

A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (17) novos detalhes do depoimento do médium João de Deus, suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais. Segundo o delegado-geral, André Fernandes, o interrogatório resultou em sete páginas. Ele contou ainda que João de Deus apresentou versões para cada denúncia e negou os crimes.

“Ele apresenta a versão de cada fato e não confessa a prática destas ações. Durante o depoimento, o comportamento dele foi de negação das acusações, agindo de forma natural, respondeu a todas as perguntas e compreendeu as acusações a ele imputadas. Ele afirma que todos que iriam naquela casa era de forma voluntária, espontânea, que os atendimentos eram coletivos e que não havia estes abusos”, disse o delegado-geral.

Ao todo, 15 mulheres foram ouvidas pela Polícia Civil. Apesar de João de Deus negar as acusações das vítimas, o delegado afirmam que os relatos de abusos durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, são muito contundentes.

“O interrogatório não consegue superar as denúncias, as oitivas das mulheres que narraram de forma tão segura e detalhada o que viveram. Somado com outras provas que a polícia terá até o fim das investigações, o Poder Judiciário terá vastas informações”, declarou o delegado.

Fonte: G1