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25 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados no RN em 2018


Postado em 28 de janeiro de 2019 - 7:41h

Em 2018, 25 trabalhadores foram resgatados no Rio Grande do Norte após serem encontrados em condições degradantes no trabalho de extração da carnaúba e em cerâmicas da região do Vale do Açu. Os dados são da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), ligada ao Ministério da Economia e foram divulgados pelo Ministério Público do Trabalho por causa da celebração do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, nesta segunda-feira (28).

Ao todo, o número de trabalhadores flagrados em condições análogas às de escravo no país chegou a 1.723 no ano passado. Entre 1995 e 2018, 61 trabalhadores foram achados nessa condição no Rio Grande do Norte.

Os resgates no estado em 2018 aconteceram no mês de novembro, em duas operações no Vale do Açu. Na soma, 25 pessoas foram retiradas de condições degradantes de trabalho.

Nas frentes de trabalho de extração da palha da carnaúba, que foram alvo da primeira operação, nenhum trabalhador encontrado havia sido registrado. Não havia equipamentos de proteção individual, apesar dos riscos que envolvem a atividade, nem controle de jornada de trabalho. Na ocasião, foram resgatados 19 trabalhadores, todos dormindo e fazendo refeições sem abrigo, na caatinga.

Já a operação realizada pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Grupo Especial Móvel de Fiscalização no setor ceramista, que fiscalizou 31 olarias e cerâmicas, constatou descumprimentos de normas básicas de segurança, salubridade e higiene.

Segundo o depoimento de um dos trabalhadores, as refeições eram preparadas em fogueiras improvisadas no chão da olaria, e não havia banheiros. Foram resgatados seis trabalhadores que localizados dormindo e fazendo suas refeições sem condições de higiene e segurança, nas cerâmicas.

O número corresponde a 70% da marca histórica do Estado até então, que havia registrado o resgate de 29 trabalhadores que atuavam em Alto do Rodrigues, em 2004, e sete trabalhadores localizados em Maxaranguape, em 2008, todos empregados como mão-de-obra na fruticultura.

Fonte: G1 RN