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Perto dos 60 anos, Zeca Pagodinho relembra excessos: ‘A vida obriga a gente a puxar o freio de mão’


Postado em 4 de fevereiro de 2019 - 7:06h

Zeca Pagodinho nunca foi daqueles de ficar muito tempo em casa (“quem tem que ficar em casa é geladeira, fogão e televisão, eu vou pra rua, gosto de andar no mundo”, confirma). Nisso, aliás, ele é bem metódico — e quase sempre sem sair da Barra da Tijuca, onde mora. De manhã, por exemplo, Zeca vai à sede da Universal Music, gravadora que lança seus discos e DVDs, para jogar papo fora. Depois, segue para o shopping, para usufruir de serviços (“tô cortando cabelo toda semana, acho que tinha que ter duas cabeças!”), tirar fotos com os fãs que o abordam ou dar uma passadinha em lojas que, por conhecê-lo bem, têm sempre uma cervejinha para oferecer.

— Eu me sinto à beira dos 30, um menino, na jovem guarda — graceja o cantor, ainda hoje dono de ampla cobertura capilar, com um ou outro toque grisalho (“que eu mandei botar”, brinca). — Mas depois que completar 60 vou dar um tempo, quero viver a minha vida. Já cheguei a fazer três shows na sexta, três no sábado e às vezes fazia até um no domingo, no (clube) Pavunense. A gente topa isso quando se é novo, mas era um show corrido, não era um show legal, montado. Eu cantava uma hora e vinte, ia para outro lugar e chegava ao hotel às seis da manhã… Hoje é bem diferente.

Sucinto e bem-humorado, o sambista completa: “Se eu deixasse a vida me levar, tava f…”

Fonte: O Globo