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País terá inverno quente e epidemia da dengue será prolongada


Postado em 26 de junho de 2019 - 7:22h

El Niño durante este inverno fará com que a estação registre temperaturas acima da média em boa parte do país, como já aconteceu no outono.

Com o calor, o mosquito Aedes aegypti continua a se reproduzir mais rapidamente, afirma o médico virologista Maurício Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, um dos epicentros da epidemia atual.

“Está tendo uma queda [do número de casos] menos acentuada do que o esperado para esta época do ano. As temperaturas médias mais altas criam um ambiente propício para a reprodução do mosquito.”

Nogueira acrescenta que o lado positivo é que parou de chover em alguns dos locais com maior incidência de doenças provocadas pelo Aedes aegypti.

“Entretanto é preciso lembrar que há piscinas, jardins e outros lugares que acumulam água parada. Mesmo que diminua a incidência, é o período de transmissão mais longo que temos. Começou no final do ano passado e continua até agora.”

O médico epidemiologista Expedito Luna, do Instituto de Medicina Tropical da USP (Universidade de São Paulo), explica que “o frio faz com que o desenvolvimento do Aedes aegypti seja mais longo ou até que morra, se for muito frio”.

“O que se pode esperar com o tempo mais quente é que o ciclo de reprodução continue muito próximo ao do verão.”

Fonte: R7