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Por trás da “boa aparência”: o racismo em números no mercado


Postado em 23 de agosto de 2019 - 8:41h

“Precisa-se de moça de boa aparência para auxiliar de dentista. Rua Boa Vista, 11, primeiro andar.” O anúncio publicado no Estado de São Paulo em junho de 1914 contém uma expressão de uso bastante comum até 2006, quando foi proibida por viés discriminatório. Para 70% dos brasileiros, “boa aparência” não é apenas um código para cabelos lisos e pele clara, é um sintoma da discriminação racial ainda presente no país em que mais da metade da população se autodeclara negra.

“Precisamos refletir sobre o significado da compreensão de que vivemos em um país socialmente harmônico, que ainda está presente em nosso imaginário. Pela noção de democracia racial, dizemos que o racismo não existe e, quando um grupo vive em desvantagem social, é porque não se esforçou o suficiente”, explica Giselle Santos, consultora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e doutoranda em história social pela USP.

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