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Tite confirma time e reage a críticas sobre tratamento a Neymar: “Ninguém se engana”


Postado em 9 de outubro de 2019 - 6:55h

O técnico Tite levou, além de Cleber Xavier, antigo auxiliar da comissão técnica, Cesar Sampaio, o pontual e candidato a permanecer como membro fixo, para a primeira entrevista coletiva em Singapura. Na quinta-feira, às 20h locais – 9 de Brasília -, o Brasil enfrenta Senegal, no primeiro de dois amistosos no país asiático.

Além de confirmar a equipe com Ederson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro; Casemiro, Arthur; Coutinho, Gabriel Jesus, Neymar e Firmino, ele comentou o jogo 100 de Neymar pela Seleção e a relação com o craque. O técnico reagiu às análises críticas sobre o tratamento do camisa 10 dentro da Seleção. E disse, sem ser explícito, que trata diretamente com o craque do que acha certo ou errado.

Tite lembrou até que sentiu pré-julgamento no episódio da acusação de estupro contra Neymar – o inquérito da Polícia de São Paulo terminou sem indiciar o jogador – e que, na ocasião, dizia que o tempo mostraria a verdade.

– As informações que vocês têm não é são a realidade que nos temos. Não vou falar publicamente algumas coisas, não tenho esse direito. Temos relação de dizer o que é certo, o que é errado. Respeito quem fala, mas não tem a devida avaliação. Vou fazer o quê? A minha verdade e a minha consciência são maiores. Tenho muito paz comigo, mesmo. Não pago preço para ficar bajulando jogador nenhum – disse o treinador.

Quando confidenciou que tratou com Gabriel Jesus da expulsão na final da Copa América, Tite fez referência ao caso Neymar e comentou mais:

– Não passamos a mão na cabeça de ninguém, Ninguém se engana. Isso não faço. Faço o que tenho que fazer com Neymar, com Marquinhos, com Gabriel Jesus… não tenho isso – contou o treinador.

Tite ainda falou de novo sistema de jogo da seleção, abriu a palavra para Cesar Sampaio e Cleber Xavier comentarem sobre o time de Senegal e abordou outros temas.

A fase que nos encontramos é de oportunidades. Em termos táticos estamos agora num 4-4-2, com Firmino e Neymar na frente, Gabriel, um atacante de lado e um meia-atacante do outro, que é Coutinho, além de dois meio-campistas centrais. É o modelo de jogo que busca para dar dinâmica, como foi no segundo tempo contra a Colômbia (amistoso de setembro). Foi nosso melhor momento nos últimos jogos. Quero reproduzir essa forma de jogo. E sim, fico chateado por tirar o Everton, mas mostra que tenho outros jogadores prontos para ir bem se precisar.

Novo modelo tático

Não posso ficar enraizado numa ideia. Houve algumas etapas importantes. Nas eliminatórias tínhamos 4-3-3 com Coutinho flutuando, com um no meio e dois agudos. Tinha o Neymar do Barcelona e o Gabriel Jesus como central. Depois Renato machucou na Copa, entrei com Willian, mas ele fazendo mais a banda, jogador de lado, um agudo. Eventualmente fazia flutuação, mas ficava mais um 4-3-3. Nesse meio tempo Neymar ficou mais central, jogando com Cavani e Mbappé na frente. Na Copa América, trouxemos dois jogadores de lado e Coutinho jogando como no Bayern, com Firmino vindo rodar fora, mas Coutinho atrás do Firmino. Agora Neymar fica no centro, numa fase defensiva não vai para o lado demais para que seja sempre o penúltimo ou último adianado. Com Coutinho sendo antepenúltimo. Neymar fica mais próximo do gol, mais centralizado. A transição defensiva o Coutinho vai fazer mais.

Fonte: Globo Esporte