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Impiedoso, o Flamengo ignorou o Corinthians e lhe sapecou 4 X 1


Postado em 4 de novembro de 2019 - 8:31h

Num combate em que apenas superou o Ceará por 1 X 0 e o seu arqueiro Wewerton salvou os seus companheiros de uma decepção patética dentro de casa, no sábado, 2 de Novembro, o Palmeiras subiu ao patamar dos 63 pontos em 90 disponíveis e encurtou para 5 a distância que o separava do Flamengo, o líder do Brasileiro de 2019, que já havia chegado a exibir uma folga de 10.

Ironicamente, porém, neste domingo, 3 de Novembro, para que a distância não voltasse a crescer, até os seus torcedores mais empedernidos se obrigaram a abandonar as cores do “Verdão” e vestir a camisa do seu maior inimigo, o Corinthians, o adversário do Flamengo no templo do Maracanã.

Não funcionou. Deu Flamengo, 4 X 1. Diante de 64.985 espectadores, sucedeu o duelo entre a qualidade superior do estilo aberto e ofensivo de Jorge Jesus, no “Urubu”, e a mera aplicação, surpreendente, do “Mosqueteiro” de Fábio Carille. Surpreendente depois de um chorrilho de declarações infelizes do treinador, as suas primeiras, enormes barbeiragens verbais, em mais de uma década de clube, críticas públicas ao elenco, que não se rebelou, apenas, porque o seu capitão, Fagner, assumiu o controle dos papos de vestiário.

Impressionante, mesmo, na sua determinação mental, unido o Corinthians segurou o ímpeto do Flamengo até os 42’, quando De Arrascaeta escapuliu, sozinho, e numa dividida naturalíssima, talvez um segundo adiantado, o arqueiro Cássio o alcançou com um toque de mão. Nove entre dez árbitros considerariam o lance normal. Não o Sr. Jean Pierre Gonçalves Lima.

Céu deslumbrante na Cidade Maravilhosa mas a sensação térmica de 35 graus, até o mediador, aos 30’, pedira água, literalmente, de modo que todos se reidratassem. E o Fla se locupletou mais ostensivamente, num espetáculo que o volante Gérson regeu e o avante Bruno Henrique brilhou nas funções de solista. Bruno bateu o pênalti determinado pelo implacável Gonçalves Lima, num tiro que Cássio espalmou e que, no rebote, ele próprio saboreou.

Logo depois, aos 47’, Gérson empurrou a pelota até Bruno e o melhor do prélio, mansamente, encobriu Cássio e fez 2 X 0. Aconteceu o intervalo e imediatamente, já aos 46’, de novo Bruno Henrique desfrutou um passe fulminante de Éverton Ribeiro e fuzilou no canto, à saída de Cássio, 3 X 0.

Naturalmente, o “Urubu” refluiu nos seus planos de vôo e, aos 52, numa das escassíssimas investidas eficientes do “Timão” do agora caladão Carille, o insistente Pedrinho alçou a pelota e, numa distração da bequeira do sempre agitado Jorge Jesus, principalmente do arqueiro Diego Alves, na esperteza Mateus Vital diminuiu, 1 X 3. Uma vã ilusão. Absolutamente rubro-negro, o Maracanã não interrompeu o seu apoio vibrante ao Flamengo. E, entre os cantos e os gritos da sua platéia, aos 67’, Vitinho, que havia substituído Reiner, aproveitou um passe de Arão, um ex-Corinthians, e sapecou os 4 X 1. Inútil a reza do fã do “Verdão”. O “Urubu” de novo 8 pontos à sua frente.

Foi a edição de número 138 do “Encontro de Nações”, o clássico que antepõe os dois clubes mais populares do País, um duelo inaugurado em 1º de Dezembro de 1918, um amistoso no campo da Rua Paissandu, no Rio, placar de 2 X 1 em favor do “Mosqueteiro” paulistano. Depois dos 4 X 1 de agora, o resumo do desafio exibe 55 sucessos do Flao a 53, nos gols 213 a 208.

Neste Brasileiro, porém, são imensuráveis as distâncias. Além dos 26 pontos, folga gigantesca do “Urubu” nos tentos a favor, o dobro, 64 a 32. O Gabigol, Bruno Henrique e DeArrascaeta, só eles, 20, 15 e 11, marcaram mais do que o “Timão” inteirinho. Jorge Jesus fulgura. Quanto a Carille, pesaram os oito cotejos sem vitória. Já não é mais o treinador do desconjuntado Coringão.

Fonte: R7