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Pescados estão livres de contaminação por óleo no RN


Postado em 13 de janeiro de 2020 - 7:14h

Dez espécies de peixes e cinco invertebrados do mar (sururu, ostra, polvo e lagosta) estão livres de contaminação de óleo, é o que apontam os resultados de análises laboratoriais realizados por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) nas praias de Pirangi e Tibau do Sul, áreas atingidas pelo vazamento do petróleo no Nordeste desde agosto do ano passado.

Apesar de não terem resquícios de óleo, não está excluida a possibilidade de uma contaminação futura. Os pescados analisados são provenientes da pesca artesanal realizada pelas colônicas de pescadores dos dois locais mais atingidos pelo petróleo no Rio Grande do Norte – 34 toneladas de óleo foram coletados nos locais -. Em relação às espécies de outras localidades atingidas, o pesquisador do Nupprar (Núcleo de Processamento Primário e Reuso de Água Produzida e Resíduos), Djalma Ribeiro afirma, apesar de não haver amostras, “é natural que, por terem sido menos atingidas, o risco dos animais estarem contaminados é menor”.

O procedimento realizado para detectar possíveis vestígios de petróleo verifica se os níveis de benzopireno (componente químico) encontrados no organismo das amostras estão acima do nível regulamentado internacionalmente como seguro para o consumo humano. Em fervereiro terá início uma nova etapa de análise em que serão avaliados peixes de pequeno porte.

Os laboratórios do são os responsáveis pelas análises e atuam em áreas contaminadas pelo petróleo desde setembro. Criado em 2005 e especializado nesse tipo de amostra, foi a primeira vez que a análise de hidrocarbonetos em pescados foi realizada pela UFRN.

O vazamento de óleo no litoral nordestino atingiu mais de 2 mil quilômetros das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. No Rio Grande do Norte, os primeiros vestígios foram encontrados no fim de agosto, sendo um dos primeiros estados a registrar o material. Os poluentes introduzidos por esse tipo de derramamento nos corpos d’água tendem a se acumular em sedimentos.

Fonte: Portal da Tropical