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Colégios particulares cobram bom senso após MPRN recomendar redução de mensalidades


Postado em 18 de abril de 2020 - 11:26h

A Associação dos Colégios Particulares do Rio Grande do Norte se reuniu, nesta sexta-feira (17), com o Procon/Natal para discutir sobre a crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que suspendeu o funcionamento normal das escolas. A reunião aconteceu após o Ministério Público do RN recomendar que as instituições de ensino da rede privada reduzissem os valores das mensalidades durante esse período de isolamento social. Em resposta, a associação pediu bom senso ao MPRN quanto ao que foi orientado.

“A recomendação por descontos deve ter uma atenção especial, já que a maioria das instituições de educação podem não suportar a crise financeira gerada por essa orientação. A associação está aberta ao modelo de negociação com pais e responsáveis, a fim de garantir a continuidade da prestação dos serviços, entendendo que, em casos específicos, a negociação de valores de mensalidade é indispensável para alguns desses pais”, explicou a entidade.

Para o MPRN, um desconto deve ser concedido na mensalidade do mês de abril, caso a de março já tenha sido quitada no valor integral originariamente previsto. A ideia é que a medida se estenda aos meses seguintes, enquanto houver o isolamento social provocado pelo coronavírus. O cálculo para a redução da mensalidade deve considerar a diminuição dos custos e os novos investimentos, a fim de achar o valor do desconto proporcional à evidente diminuição dos custos com a atividade presencial suspensa.

A Associação dos Colégios Particulares também aproveitou o momento para reforçar o repúdio aos projetos de redução de mensalidades propostos na Câmara Municipal de Natal e na Assembleia Legislativa do RN. “Os propositores dos projetos querem se aproveitar do momento de crise que vivemos para fazer política, sem se importar com os prejuízos que essas ideias podem trazer para o mercado e para um número grande de profissionais que precisaram se reinventar neste momento para continuar atendendo com aulas online e seguindo com atividades para diminuir os prejuízos na educação dos estudantes”, destacou o vice-presidente de relações institucionais da Associação, Eduardo Campos.

A entidade informou, ainda, que segue dialogando com os colégios associados e instituições do poder público para encontrar os melhores caminhos, mas destaca “que não pode concordar com propostas impositivas que resultem no aumento de uma crise que já é anunciada”. O vice-presidente Eduardo Campos também pede atenção de vereadores, deputados e gestores do Executivo para que abram o debate com as instituições de educação e encontrem, juntos, soluções.

Fonte: Portal da Tropical