Telefone/WhatsApp: (84) 3412-4414

Número de empréstimo consignado de aposentados aumenta em março


Postado em 28 de abril de 2020 - 8:25h

O número de contratos de empréstimos consignados ativos para aposentados e pensionistas chegou a 34,2 milhões em março, segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). No mesmo período do ano passado eram 32,4 milhões de contratos. O aumento de 5,5% coincide com as medidas promovidas pelo governo para diminuir os impactos do coronavírus na economia.

Uma delas foi o aumento no prazo de pagamento dos empréstimos para os segurados, que passou de 72 meses para 84 meses. A outra foi a diminuição da taxa de juros, de 2,08% para 1,80%. O consignado, que é descontado diretamente em folha de pagamento, oferece os juros mais baixos do mercado.

“O aumento de consignado se deve justamente a essas medidas. Principalmente, pela diminuição dos juros, que torna o empréstimo uma boa opção para quem está precisando de recurso neste momento de pandemia”, afirma o advogado João Badari, especialista em direito previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Apesar de o consignado, que é descontado diretamente em folha de pagamento, oferecer ser a menor taxa de juros do mercado, Badari alerta para os cuidados na hora de contrair uma dívida e cautela neste momento de pandemia.

“Qualquer empréstimo bancário, até mesmo o consignado, é uma medida a ser tomada em último caso, porque a pessoa vai pagar juros, além de duas vezes o valor contratado. Mas, se for necessário entrar em uma dívida que tenha juros maiores, o consignado é uma boa opção”, orienta o advogado.

Cautela é a palavra de ordem no momento para o aposentado Antonio Everaldo da Silva, de 70 anos. Atualmente ele tem cinco contratos consiganados e espera acabar de pagá-los para contrair novo empréstimo. “Planejo acabar com essas contas e, depois, lá para novembro, fazer um novo contrato”, afirma.

O número de empréstimos consignados em março é 11,4% maior que o total de aposentados e pensionistas, que é de 30,7 milhões. Isso ocorre, segundo o INSS, porque muitos segurados têm mais do que um empréstimo, já que é possível firmar até nove contratos, desde que não ultrapasse o limite de 35% do valor do benefício.

Fonte: R7