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F1 – Ferrari aceita mudanças, mas não fica satisfeita: “Isto é anticoncorrencial”


Postado em 15 de junho de 2020 - 8:55h

A Ferrari teve que amolecer muito ao longo do ano passado nas negociações sobre o futuro da Fórmula 1. Com efeito, além do limite orçamental, está sendo congelado o desenvolvimento de certas partes e estão sendo introduzidas partes padronizadas. Tudo aquilo a que a Ferrari não é favorável, mas a equipe optou por não usar o seu infame veto.

A Ferrari é a única equipe com direito de veto no que se refere à introdução de novos regulamentos. Só se estes regulamentos tiverem a ver com segurança é que não está autorizada a utilizá-lo. Assim, para o teto orçamental, pelo qual a Ferrari é duramente atingida, eles poderiam tê-lo feito. Mattia Binotto explica ao RaceFans.net por que eles não o fizeram.

“Em primeiro lugar, o veto só é algo no final (do processo) se você estiver completamente contra o que está acontecendo. Em segundo lugar, como já disse, é uma questão de sentido de responsabilidade, que o bem da F1 é o bem da Ferrari e o bem da Ferrari é o bem da F1, vice-versa”, disse.

“Por isso, penso que não é uma batalha. Não estamos em posições opostas. Precisamos colaborar na solução certa”, explicou o dirigente.

A Ferrari, em parte inspirada pela crise do coronavírus, assume assim um tom conciliatório. Binotto, por outro lado, é honesto quanto ao fato de não estar completamente satisfeito com o resultado das negociações e também tem dúvidas quanto à direção que o esporte está tomando. Especialmente quando se trata de congelar e padronizar as peças.

“É anti-Fórmula 1? Penso que congelar componentes e congelar chassis no próximo ano é de alguma forma ‘anticoncorrencial’, mas penso que a decisão que foi tomada é uma responsabilidade para com o esporte, porque estamos certamente perante uma situação muito difícil com a Covid-19”, concluiu ele.

Fonte: Auto Racing