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Setor produtivo do RN se diz decepcionado com suspensão da retomada econômica


Postado em 8 de julho de 2020 - 7:05h

Após o Governo do Estado suspender a retomada gradual da economia no Rio Grande do Norte, entidades do comércio se disseram surpresas e decepcionadas com a decisão anunciada, nesta terça-feira (7), pela governadora Fátima Bezerra. Uma nota conjunta foi publicada e assinada pela Fecomércio RN, FCDL RN, Facern, Associação Comercial do RN, CDL Natal, CDL Jovem Natal, AEBA, Associação Viva o Centro e Sindilojas RN.

No documento, os órgãos destacam que “além de pensar e elaborar protocolos que pudessem promover uma reabertura gradual, segura e responsável, as entidades empresariais vêm desenvolvendo um trabalho sério e forte de conscientização dos empresários e colaboradores, podendo afirmar que este retorno vem se dando da maneira mais segura possível”, disse.

As entidades citaram, ainda, indicadores epidemiológicos da Covid-19. “As instituições lamentam o retrocesso que, inclusive, não encontra guarida em muitos indicadores ligados à evolução da Covid-19 em nosso estado que, desde o dia 1º de julho – quando teve início a retomada – só têm melhorado. Exemplos desta melhoria são a Taxa de Transmissibilidade (que caiu de 1,45 para 0,94); o Índice de Isolamento Social da nossa população (que passou de 50% pela primeira vez nos últimos dias) e até mesmo o percentual total de ocupação dos leitos críticos para Covid, que já está na média de 91% e caindo, com registro de menos de 80% em algumas regiões do estado”, argumentou.

Suspensão

A governadora Fátima Bezerra anunciou, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (7), a suspensão da segunda fração da retomada econômica no Rio Grande do Norte, prevista para acontecer nesta quarta-feira (8). O motivo, segundo comunicou a gestora, é o fato do estado não ter conseguido reduzir a taxa de ocupação de leitos para o patamar aceitável, que seria de 80%, de acordo com o decreto estadual.

A retomada começou no último dia 1° de julho, com a autorização de abertura de atividades de informação, comunicação, agências de publicidade, designs e afins, além de salão de beleza, barbearias e lojas com até 300m² e com ‘Porta para Rua’. Nessa segunda fração, aconteceria a reabertura de restaurantes e lanchonetes food-parks com até 300m² e com a proibição da venda de bebida alcoólica, bem como lojas com até 600m² e com ‘Porta para Rua’.

Veja nota na íntegra:

“Foi com um misto de surpresa e decepção que as entidades abaixo assinadas receberam, nesta terça, 7, a notícia de que o Plano de Retomada Gradual da Economia será interrompido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Além de pensar e elaborar protocolos que pudessem promover uma reabertura gradual, segura e responsável, as entidades empresariais vêm desenvolvendo um trabalho sério e forte de conscientização dos empresários e dos seus colaboradores, podendo afirmar que este retorno vem se dando da maneira mais segura possível.

As instituições lamentam o retrocesso que, inclusive, não encontra guarida em muitos indicadores ligados à evolução da Covid-19 em nosso Estado que, desde o dia 1º de julho – quando teve início a retomada – só têm melhorado. Exemplos desta melhoria são a Taxa de Transmissibilidade (que caiu de 1,45 para 0,94); o Índice de Isolamento Social da nossa população (que passou de 50% pela primeira vez nos últimos dias) e até mesmo o percentual total de ocupação dos leitos críticos para Covid, que já está na média de 91% e caindo, com registro de menos de 80% em algumas regiões do estado.

Por fim, as entidades parabenizam a Prefeitura de Natal, que já deu início, nesta mesma data, à segunda fração da primeira fase da retomada na capital, e afirmam que seguirão nutrindo a esperança de que a decisão do governo estadual seja revista o quanto antes, de modo a evitar danos ainda maiores à economia do Rio Grande do Norte, especialmente, no presente momento, às empresas que haviam se preparado para retomar suas atividades a partir desta quarta-feira, dia 8.”

Fonte: Portal da Tropical