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Sesap prevê início de vacinação de crianças em janeiro, mas aguarda ministério da Saúde


Postado em 20 de dezembro de 2021 - 7:31h

Foto: Paul Hennessy/SOPA Images/Sipa USA

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a aplicação da vacina contra a covid-19 em crianças entre 5 e 11 anos, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap-RN) projeta o início da imunização desse grupo para o mês de janeiro.

No entanto, a pasta ainda aguarda definições do Ministério da Saúde para saber quando, de fato, poderá começar a imunização das crianças.

A expectativa, contudo, é de que o processo seja semelhante ao ocorrido para os adultos. Primeiro, a vacinação dos mais velhos. Em seguida, a idade descrescendo até chegar aos 5 anos.

“A previsão é em janeiro, mas precisamos aguardar posicionamento do Ministério da Saúde. Ainda vão deliberar em Câmara Técnica”, informou a secretaria ao ser questionada pela reportagem sobre a vacinação das crianças.

O que se sabe até o momento é que a dose para o grupo de 5 a 11 anos será um terço da que é ministrada para adolescentes e adultos. Além disso, a Pfizer, empresa autorizada pela Anvisa, informou que o frasco será laranja, diferente do roxo para os demais públicos.

Ministério da Saúde

Nesse sábado (18), o ministro Marcelo Queiroga detalhou os próximos passos a serem seguidos para a análise da inclusão das crianças. A avaliação será submetida à Câmara Técnica Assessora d Imunizações (CTAI) e, na quarta-feira (22), será aberta uma consulta pública, que ficará disponível até 2 de janeiro.

Encerrada a consulta, as contribuições apresentadas serão objeto de uma audiência pública em 4 de janeiro e, no dia seguinte, a pasta anunciará a decisão.

Queiroga esclareceu, ainda, que a autorização pela Anvisa não implica em incorporação automática, seja de vacina, medicamento ou quaisquer dispositivos de saúde.

“São avaliações distintas. Na Anvisa é o ingresso para entrar na perspectiva de validação. A decisão final compete ao Ministério da Saúde e nós tomamos as decisões de maneira tempestiva e vamos avaliar a decisão da agência em suas minúcias”.

O ministro defendeu a participação popular e a consulta à câmara de especialistas para embasar a decisão. Também citou exemplo de outros países, que tiveram a inclusão da mesma faixa etária aprovadas pelas respectivas autoridades sanitárias, mas que ainda não adotaram a aplicação integral da vacinação em crianças.

“A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) já aprovou a vacina para crianças, todavia, o Reino Unido ainda não está aplicando; a Alemanha aplica em crianças com comorbidades. Todas essas questões precisam ser analisadas no âmbito técnico e, a partir daí, essa política deve ser seguida por estados e municípios”, frisou.

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